Sobre o Revalida
O Revalida é uma redação de revalidação. Não produz furos: produz a segunda leitura, aquela que confere o que foi publicado por fontes consideradas confiáveis, no Brasil e no mundo, contra os documentos que deveriam sustentar cada afirmação.
Nascemos de uma constatação simples. A checagem de fatos se concentrou nas redes sociais, e as fontes tidas como confiáveis passaram a ser tratadas como verdade por definição. Não são. São a melhor aproximação disponível, e por isso merecem o mesmo rigor.
Não julgamos veículos. Conferimos afirmações. Cada peça mostra o que a matéria trouxe, o que omitiu e o que contradiz a fonte original, com link para tudo. Quando erramos, a correção vai para o topo da página.
Cobertura: veículos brasileiros e internacionais de referência, agências oficiais e documentos primários. Idioma: português do Brasil, com citações no original e tradução.
Quem faz
Felipe Caixeta — jornalista independente, editor responsável. Responde por tudo que é publicado.
Rafael França — desenvolvedor. Responde pelo código que coleta, apura, gera e publica o site, e pela infraestrutura. Na estreia, em 29 de setembro de 2026, a aprovação humana das peças publicadas foi registrada em seu nome.
Os vínculos profissionais dos dois são declarados na página de propriedade, com a regra de impedimento.
O que publicamos
Revalidações, que comparam matérias com documentos primários e recebem rótulos; fichas em apuração, que abrem um tema antes de qualquer conclusão e por isso não têm rótulo; o radar do dia, que mostra o que a imprensa monitorada publicou; e as páginas institucionais, que explicam o método e permitem cobrança.
Inspiração
A transparência jornalística e a proposta evolutiva deste site — corrigir em público, mudar de peça diante de documento novo — se inspiram, em parte, na trajetória do jornalista e político potiguar Erivan Santiago França (Natal, 12 de dezembro de 1925 – Natal, 30 de maio de 1988). Foi secretário particular do presidente Café Filho entre agosto de 1954 e novembro de 1955; a partir de 1958, jornalista profissional do Jornal do Brasil; também trabalhou na Tribuna da Imprensa e passou pela Revista da Semana. Elegeu-se deputado estadual pelo Rio Grande do Norte em 1962 e assumiu uma cadeira de deputado federal em abril de 1968, quando presidiu a Comissão de Finanças da Câmara. Em 15 de outubro daquele ano, da tribuna, pediu aos colegas que recusassem a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves: "Democracia sem Congresso não existe. E Congresso mutilado não é Congresso." A licença foi negada em 12 de dezembro, em votação secreta; no dia seguinte foi editado o Ato Institucional nº 5, com base no qual teve o mandato cassado em fevereiro de 1969.
Fontes: verbete biográfico de Erivan Santiago França, CPDOC/FGV (www18.fgv.br/cpdoc); Diário do Congresso Nacional, Seção I, 16 de outubro de 1968, p. 7230–7231 (imagem.camara.leg.br).
Escrever o que o documento diz, mesmo quando custa caro.